domingo, 3 de novembro de 2013

Olá mais uma semana se inicia, que Deus possa nos abençoar.
Amigos esta semana estarei postando mais projetos e fotos, aguardem. bjs

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Projeto Estragando o mingau: uma abordagem experimental para o ensino de microbiologia para as séries iniciais

TEMA: Estragando o mingau: uma abordagem experimental para o ensino de microbiologia para as séries iniciais no contexto da segurança alimentar

INTRODUÇÃO: De acordo com Penteado (2012), para a saúde humana a alimentação de maneira correta é fundamental, pois proporciona ao organismo condições para uma vida saudável, e Soares (2007) diz que a má alimentação pode causar certos tipos de doenças infecciosas, uma vez que o organismo está desprovido de nutrientes e as funções do aparelho gastrointestinal estão sendo perturbadas. Essa é uma necessidade básica de todo ser humano e em especial das crianças, pois nem sempre quem come muito é quem come bem. Lima (1999) diz que para saber comer é preciso conhecer os alimentos, o valor de cada um, isso é essencial para se saber comer. É e na escola onde as crianças iniciam suas atividades escolares, e até fazendo suas refeições fora de casa, acabam sendo vítimas potenciais dos males causados pela deficiência na conservação dos alimentos, então a escola acaba sendo um local ideal pra se mostrar a segurança alimentar, pois é preciso estimular a criança a consolidar os bons hábitos alimentares, e ainda como conservá-los (BRASIL, 2001). 

JUSTIFICATIVA: Sabendo da grande importância dos microrganismos para os seres humanos tanto como causadores de doenças, devido à má conservação alimentar, quanto como fornecedores de remédios e alimentos próprios para o consumo. Sabendo também que a escola é um espaço privilegiado onde se podem fazer experiências para enriquecer ainda mais o conhecimento dos alunos, pois é ela que desempenha um papel fundamental na formação de valores, hábitos e modos de vida é que se propõe nesse estudo uma reflexão sobre a percepção de alunos de séries iniciais sobre os microrganismos e sua importância para os seres humanos. 

PÚBLICO ALVO: Alunos do 3º ano das series iniciais do Ensino Fundamental. 

PERÍODO DE DURAÇÃO: Dois meses, duas aulas por semana. 

OBJETIVO GERAL: Registrar e interagir com a percepção de crianças do terceiro ano do ciclo básico sobre a importância dos microrganismos para a segurança alimentar. 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1- Registrar a percepção das crianças sobre os microrganismos e a sua importância para a saúde humana; 
2- Sensibilizar os alunos sobre a importância dos microrganismos para a segurança alimentar; 
3- Observar o processo de conservação, fermentação e decomposição de alimentos e a importância dos fungos e bactérias para esses processos; 
4- Promover saberes na prática por meio de experimentos científicos; 

 PROBLEMA: O aumento da exposição aos males causados pelos microrganismos nos alimentos de crianças em idade escolar

 REFERENCIAL TEÓRICO: O nosso organismo precisa de nutrientes para funcionar, dos quais retiramos dos alimentos que comemos, neles há muitas substâncias essenciais para nos manter vivos e saudáveis. A abordagem sobre a importância da alimentação para a saúde do ser humano é recomendada inclusive pelo planejamento anual da escola, conforme está em BRASIL, (1997), onde ressalta que a alimentação é um tema extremamente importante a ser considerado. Alunos desse ciclo podem investigar aspectos culturais e educacionais dos hábitos alimentares, as principais substâncias alimentares, suas funções e a importância da higiene na alimentação. O manuseio e a conservação dos alimentos são muito importantes, pois evita que as pessoas comam ou bebam alimentos contaminados por microrganismos causadores de doenças.De acordo com Louredo (2012) a melhor forma para evitar a contaminação dos alimentos é seguindo algumas regras básicas: durante a manipulação, o preparo e o armazenamento desses alimentos, lavando muito bem as mãos e os utensílios antes de manipular qualquer tipo de alimento; para evitar a contaminação cruzada, lavando muito bem as frutas, legumes e verduras em água corrente e deixá-las de molho em água com hipoclorito de sódio; não congelar alimentos que já foram descongelados; descongelar os alimentos sempre dentro da geladeira; todos os alimentos, dentro ou fora da geladeira, deverão estar em recipientes fechados com tampa ou cobertos com plástico transparente; evitar carnes mal passadas; evitar comer ovos em que a gema esteja crua; pois quando encontram condições adequadas os microrganismos se reproduzem rapidamente. Tempos atrás, descobriu-se que os microrganismos têm também uma importância benéfica para o homem, pois estão presentes no cardápio humano e na fabricação de remédios como é o caso dos antibióticos, em massas como a de pão onde está a levedura, em queijos entre outras utilidades, eles fazem o processo de fermentação que é de onde obtém energia para suas atividades vitais (PEREIRA et. al, 2000). A decomposição proporcionada pelos microrganismos é extremamente importante para o perfeito funcionamento da natureza e para a manutenção do equilíbrio ecológico. É através da decomposição, que os nutrientes que estavam presentes nos organismos mortos são liberados para a natureza, servindo de alimentos para outros seres. E a cadeia trófica interagindo com o ciclo da vida, onde um alimento serve de alimento a outro, é um ato de reciclagem contínuo e natural (MASON, 2004). A microbiologia, por sua vez, é muitas vezes negligenciada pelos educadores nas séries iniciais, uma das causas deve-se as dificuldades para desenvolver estratégias e dinâmicas de ensino-aprendizagem de forma atrativa para os alunos. No entanto, é necessário estimulá-los para o estudo de microrganismos e dos processos que os envolvem os quais estão relacionados com o bem estar dos seres humanos, pois estão presentes em todos os lugares e ambientes (BALBANI & BUTUGAN, 2001). Para Raboni (2002), um dos grandes obstáculos ao ensino de Ciências nas séries iniciais do Ensino Fundamental está na insegurança do professor em desenvolver os conteúdos, principalmente na realização de experimentos. Tais problemas são gerados, segundo o autor, pela má formação recebida nos conteúdos que deve ensinar. Se o professor não conhece sobre o assunto que irá ensinar, é provável que não se arrisque em atividades relacionadas a este assunto. No entanto, a escola por ser um local onde se forma cidadãos, oportuniza as práticas de sensibilização sobre a importância de segurança alimentar, e pode lançar mão da pesquisa como uma aliada nesse processo, pois de acordo com Freire (2002) não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino contínuo buscando, reprocurando. Ensino por que busco, por que indaguei, porque constatei, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquisar, portanto, deve ser um processo que percorre todo o trajeto educativo, se educar é motivar para que surjam novos mestres, então a pesquisa torna mais atrativa, mais desafiadora, pois pelo melhor saber á aquele que sabe superar-se, pois, “quem ensina carece pesquisar, e quem pesquisa carece de ensinar” (DEMO, 2003).

METODOLOGIA: O presente estudo será realizado com crianças de 08 a 10 anos do 3º ano do ensino fundamental, da escola João Batista Dias, no município de Rolim de Moura, Rondônia, durante dois meses, através de uma pesquisa pedagógica. Inicialmente, será registrado o conhecimento do aluno, através de uma atividade, onde será solicitado que cada aluno desenhe em uma folha o que eles entendem ou acham que é, um fungo e uma bactéria. Em seguida, cada aluno irá socializar o seu desenho para toda a sala e expor a sua percepção sobre microrganismos. A partir dessa socialização será iniciada a abordagem sobre a natureza dos fungos e das bactérias, quem são de fatos esses micro-organismos, habitat, hábito alimentar, reprodução, desenvolvimento, importância para o ambiente, e para a alimentação humana. Para abordar as informações sobre as bactérias, será realizada uma dinâmica onde o enfoque será como os seres humanos são vulneráveis às bactérias. A dinâmica será do balão, pega um balão e passa de mão em mão a todos da sala, mas uma criança foi ao banheiro e não lavou as mãos, após todas ter pegado o balão, perguntará, se todas estão sem micróbios nas mãos? Em seguida fará a explicação que todos estão contaminados, devido apenas um colega não ter lavado as mãos. Será abordada também a transformação dos alimentos causada pela ação de microrganismos. Nesta abordagem serão comparadas amostras de alimentos sem contaminação e outros contaminados com fungos, como pão, tomate, laranja e banana. Após esta atividade será proposto um experimento (Experimento I) onde será preparado um alimento de acordo com o protocolo (ANEXO I), as amostras serão acondicionadas em copos, devidamente identificadas e armazenadas da seguinte forma: 2 copos do alimento na geladeira; 2 copos do alimento em ambiente aberto; 2 copos acondicionados em ambiente aberto com ½ medida do alimento com ½ medida de óleo; 2 copos acondicionados em ambiente aberto com ½ medida do alimento e ½ medida de vinagre. Após a sua preparação, o experimento será avaliado em intervalos de dois dias onde a sua aparência será observada. Cada aluno irá registrar a sua observação durante todo o experimento através de desenho e de um relato escrito. Quinze dias após a instalação do experimento, todas as amostras serão apresentadas em sala de aula para observação a olho nu e com o uso de microscópio ou de lupas, cada aluno irá desenhar a sua percepção sobre cada amostra e logo após será realizado o seguinte questionamento: o que aconteceu com cada amostra? Porque algumas amostras foram contaminadas com fungos e bactérias e outros não? Em seguida, será realizada a discussão sobre o ocorrido em cada amostra, finalizando com a abordagem sobre o assunto realizada pela professora com o uso de cartaz ilustrativo sobre os tipos de microrganismos, suas características e importância para a saúde humana. O tema sobre forma de conservação dos alimentos será abordado com o uso e sem o uso do resfriamento. Será solicitado aos alunos que realizem entrevistas semi-estruturadas com pessoas mais tradicionais, onde serão realizadas as seguintes perguntas: como vocês conservavam comida sem a geladeira? Como guardavam a carne? Como faziam com a comida que sobrava do almoço? Não era possível beber nada gelado? Quantos anos você tinha quando passou a ter geladeira em casa? Qual foi a melhor coisa que a geladeira trouxe para você?Após as entrevistas, as respostas serão transformadas em gráficos. Os gráficos serão demonstrados em sala de aula e os resultados serão discutidos com os alunos, assim como serão demonstrados alimentos conservados e outras formas de conservação encontradas na literatura e também pesquisadas pelos alunos, pois de acordo com Silva (2003) é preciso interagir para produzir sentidos. Para exemplificar os benefícios dos microrganismos para a alimentação humana será preparada uma receita de iogurte caseiro (Anexo II), onde os alunos irão auxiliar na sua preparação e também serão orientados quanto à atuação das bactérias nesse processo. Ao final de toda a abordagem do conteúdo, será realizada uma discussão final em sala de aula se as conclusões dos alunos sobre o assunto abordado. Os alunos farão um pequeno texto sobre o conteúdo e estes textos serão analisados posteriormente. Todas as atividades do projeto serão registradas por meio de fotografias, e os resultados serão formados pela análise dos desenhos, dos textos, da participação, entrevistas e pesquisas dos alunos. CULMINÂNCIA: ao final do projeto, será feito a degustação do iogurte feito na experiência. AVALIAÇÃO: Durante todo o processo do projeto serão avaliados através da participação, das observações sobre o interesse e envolvimento em atividades coletivas e individuais. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BALBONI, A. P. S. 2001. Disponível em: http://pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/541.pdf. Acesso em: 04/06/2012. 
BRASIL. Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Resolução – RDC nº 12, 2001. Acesso em: 06/06/2012.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. 
DEMO, P.Pesquisa: princípio científico e educativo. 10ª ed.São Paulo:Cortez, 2003. 120p. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia:saberes necessários à prática educativa. 25ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002. 
LIMA, V. T. Educação nutricional na escola. In: SEMINÁRIO DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR,3,1999, Campinas. Resumos. Campinas, São Paulo:1999. pp.61. . 
LOUREDO, P. Brasil Escola, 2012. Contaminação dos alimentos. Disponível em: http://www.brasilescola.com/biologia/contaminacao-alimentos.htm. Acesso em: 05/05/2012. MASON, C.F. Decomposição,2004. Disponível em:www.suapesquisa.com. Acesso em: 02/06/2012. PEREIRA, A.M.S.; SANTANA, M.C. & WALDHELM, M.C.V. Ciências. 6ª série. São Paulo: Editora Brasil, 2000. 
PENTEADO, C. L.SER MELHOR. Hábito alimentar e qualidade de vida. Disponível em: http://www.sermelhor.com/artigo.php?artigo=68&secao=saude. Acesso em: 15/05/2012. 
RABONI, Paulo César Almeida. Atividades práticas de ciências naturais na formação de professores para as séries iniciais. Campinas: Faculdade de Educação da Unicamp, 2002.131p. (Tese de Doutorado).
SILVA, E. T. Unidades em curso. Campinas: Autores Associados, 2003. SOARES, E. Doenças de origem alimentar, infecções e intoxicações. Segurança e qualidade alimentar, n. 2, p. 06-08, 2007. 


 ANEXOS

 ANEXO I – Receita de mingau e descrição do experimento I a ser realizado com alunos do 3º ano do ensino fundamental da escola João Batista Dias no município de Rolim de Moura, RO. Atividade Prática Experimento: Estragando o mingau. Materiais 5 copinhos plásticos para café, numerados Plástico para alimentos (filme plástico) Mingau de amido de milho feito com duas colheres de sopa de amido de milho e um copo de água. Leve ao fogo até engrossar. 1 colher de óleo 1 colher de vinagre Após preparar o mingau, coloque-o ainda quente até a metade dos copinhos. • Deixe o copo 1 aberto • Ao colocar o mingau no copo 2, cubra-o imediatamente e deixe do lado do copo 1 • Complete o copo 3 com óleo de cozinha e deixe-o ao lado dos outros • Complete o copo 4 com vinagre e deixe-o ao lado dos outros. • Coloque o copo 5 na geladeira, sem cobri-lo com plástico. Observe com a turma em qual mingau apareceram as primeiras alterações. Depois de uma semana peça para as crianças descreverem a aparência de cada copo e desenhar. Explicação: A temperatura alta durante o cozimento do mingau mata os microrganismos. Entretanto, o calor próximo a 30 graus Celsius deixa o ambiente propício para a proliferação de microrganismos, que se depositam no mingau deixado ao ar livre. Copo 1 – é o que apresenta mais alterações, pois ficou exposto na temperatura ambiente e sem proteção, exposto aos microrganismos. Copo 2 – está menos estragado que o primeiro, pois o filme plástico impede que os microrganismos de depositem sobre ele Copo 3 – o óleo funciona como cobertura ou embalagem, impedindo qualquer contato com o ar e, por consequência, com os microrganismos Copo 4 – a acidez do vinagre impede o aparecimento de microrganismos – é o princípio de preparação de algumas conservas. Copo 5 – as baixas temperaturas sãs as que mais retardam o aparecimento de fungos, por isso a geladeira é o melhor lugar para conservar alimentos. 

Anexo II – Receita de iogurte caseiro a ser preparado juntamente com alunos de 3º ano do ensino fundamental da escola João Batista Dias no município de Rolim de Moura, RO. Receita de iogurte caseiro: Ingredientes: leite, copo de iogurte natural, açúcar, vasilha de vidro, frutas (opcional). O modo de preparo: ferver o leite, deixar amornar, em seguida acrescentar o copo de iogurte natural, mexer bem, deixar repousar (agora não pode mexer mais) de um dia para outro, por na geladeira e está pronto o iogurte, na hora de servir é só adoçar e servir com frutas.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Muito bom esse vídeo, sobre projetos na educação infantil, a base da educação.

Olá pessoal, este é meu primeiro post, de agora em diante vamos trocar experiências e juntos compartilhar saberes.